Qualquer coincidência é pura realidade

Comecei a planear uma ida a Nova Iorque. Não passa deste ano. Comprei uma City Moleskine – New York e dei um pulo ao tripadvisor.

Criei uma pasta de bookmarks no Firefox onde vou acrescentando informação à medida que a pesquisa avança.

Um bom exemplo é “Vamos para Nova York“. Um péssimo design e um HTML de ir às lágrimas mas muita informação útil.

Para a primeira visita gostei da ideia do City Pass.

Ainda estou a tratar do mais difícil: o alojamento. Gostei do Affinia Dumont e do conceito Loft no Soho.

Escolho a melhor época, marco avião e aí vou eu.

Espero não passar 3 dias na loja da Apple…

O último a sentar é daltónico

Eu sou um daqueles maníacos supersticiosos que percorre Alvalade inteiro à procura de uma cadeira azul.

Almoçar num qualquer Dolce-Vita também depende disso. A culpa é dos arquitectos devotos ao arco-íris.

Bem sei que prefiro o azul a qualquer outra posição no espectro mas, que porra, quem foi o palerma que decidiu pintar as cadeiras em cores diferentes?

Office politics

Já alguma vez planeou um fim de semana prolongado, aproveitando o facto de terça-feira ser feriado, para fazer ponte? Claro que sim e 2008 promete mais do mesmo.

Cenário idílico, tudo marcado há mais de 3 meses e eis que surge um trabalho urgentíssimo, vida ou morte, para segunda-feira.

Trabalhador honesto como é desmarca tudo, faz directa e resolve o assunto.

Surpresa das surpresas. A urgência era relativa e afinal podia fazer tudo, nas calmas, até sexta. Para apimentar o cenário experimente telefonar a saber do gestor e descobre que ele fez ponte e está em casa de chinelos a enviar ordens compulsivas por email ou telefone.

Que faz? Crime está fora de questão embora seja a primeira escolha. Aguenta.

Mas não aguenta mais de 3 vezes.

Soa familiar? Não é.

A história anterior é pura ficção e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Afinal toda gente sabe que os gestores não usam chinelos.

Divirtam-se e já sabem:

“Todos os perus têm o seu Natal”

– anónimo

snif snif aaaahhhhh

Há fenómenos realmente estranhos.

Dou por mim a respirar bem melhor em qualquer parte do edifício onde trabalho mas confesso que não contava ficar com a roupa crivada de fumo assim que coloco os pés na rua.

Autênticas brigadas de chuto a barricar as portas dos prédios. Homens, mulheres, adolescentes. Viciados e à chuva. Uma podridão.

Só posso interpretar a colocação estratégica como forma de protestar a nova Lei. Com este frio e chuva ficavam bem melhor perto do homem das castanhas. Fumo com fumo não se nota. E sempre ajudavam alguém.

Quase, quase, quaaaaaaaaase senti pena deles…mas depois pensei “que bem se respira aqui” e esqueci-me que existem.