O Facebook vai explodir

9 Novembro 2009

De forma concertada, mais uma vez, a Optimus, a Vodafone e a TMN anunciam a possibilidade de aceder às principais redes sociais via telemóvel. Os serviços são semelhantes e facilitam a participação nas redes através de aplicações desenhadas para o efeito (Quem tem iPhone deve achar esta última frase divertida).

Num País saturado de telemóveis (quase 2 por habitante) espera-se um crescimento exponencial no acesso móvel às redes sociais mais conhecidas, nomeadamente o Facebook e o Twitter.

Acesso móvel que é sinónimo de conteúdos (localização, textos, fotos e vídeos) em tempo real. Pesquisável e até disputado pelos principais motores de busca actuais.

Se adicionarmos o facto que, hoje em dia, não há website, campanha ou blogue lançado que não tenha conexão directa à página do Facebook ou perfil do Twitter da marca/empresa/indivíduo, podemos adivinhar que tipo de audiência nos espera no futuro.

Falando em números e tomando o Facebook como exemplo, já se começa a notar um crescimento acentuado de novos registos. Portugal foi considerado, na semana que passou, o terceiro País com maior taxa de adesão à rede com 9,81%:

Facebook Marketing Statistics, Demographics, Reports, and News – CheckFacebook

Fonte: http://www.checkfacebook.com/

Somos agora cerca de 900 mil utilizadores reais da rede social Facebook:

Utilizadores Facebook em Portugal

Fonte: http://www.checkfacebook.com/

Com estes níveis de crescimento fica claro que integrar as redes sociais enquanto sérios canais de comunicação deixa de ser um capricho do marketeer. É uma obrigação.

A Ubisoft criou uma campanha digital de divulgação do lançamento do seu mais recente jogo “Assassin’s Creed II“.

Trata-se de uma batalha social em tempo real suportada exclusivamente na plataforma twitter.

Para quem quiser participar, basta aceder ao sítio “http://assassinscreed.com/twitter“, fazer o login no twitter e começar a assassinar outros utilizadores pelo mundo fora…

People of Walmart

8 Outubro 2009

Um estranho e polémico fenómeno está a dar que falar nos Estados Unidos. Chama-se “People of Walmart” e tem por base um conceito simples: retratar os clientes (criaturas-Wal) que se vestem de forma ridícula ou questionável na conhecida cadeia de retalho Norte Americana.

Supostamente criado por um grupo de jovens cujo intuito principal era a diversão, está a ganhar contornos de campanha de marketing bem sucedida com retornos visíveis.

O site tem cerca de 37 mil seguidores. O twitter já conta com mais de 20 mil seguidores e a página de fãs no Facebook já superou a barreira dos 37 mil.

Quanto à polémica em si, conseguiram dar voz às críticas de forma inovadora e aberta. Existem espaços próprios no site para os chamados Hate e Love Mail.

Confesso ter ficado fã das fotos publicadas.

E eu a pensar que o fato-de-treino-brilhante-às-compras não tinha adversário à altura…

PS: O que tem o Walmart a dizer sobre isto?

Facebook no Twitter?

21 Agosto 2009

Se não podes comprá-los junta-te a eles“, parece ser o mote do Facebook.

Facebook > Twitter

Depois de várias ofertas recusadas de compra do Twitter e depois da aquisição bem sucedida do FriendFeed, eis que o FB permite agora a ligação das suas páginas a uma qualquer conta do passarinho azul.

As páginas no Facebook existem para permitir que as marcas e empresas explorem a sua presença online.

A ideia de juntar fãs e followers tem tudo para ganhar. Para experimentar aqui.

Facebook e Twitter na TV

20 Agosto 2009

A Verizon disponibiliza um serviço inovador na oferta residencial de TV (FiOS TV): o Widget Bazaar.

Um pequeno passo para aproximar a internet da TV sem perder a tão resistente experiência de sofá que os amantes do pequeno(?) ecrã tanto gostam: Cerveja, comando e zapping sem mexer uma palha.

Entre outros é possível colocar um widget Facebook em paralelo com o sinal de TV, fazer login na conta FB e actualizar o estado com o programa que estão a ver no momento.

E quem diz o Facebook, diz o twitter com todas as funcionalidades de uma aplicação idêntica às utilizadas no computador.

A Verizon transporta assim para a sua oferta de TV residencial o modelo lucrativo das App Stores iniciado com a Apple no iPhone (Que já comemorou o download “1 Bilião” de aplicações).

Quem diz uma loja de aplicações também pode pensar num sistema de publicidade localizada na TV. Quiçá estilo Adwords, controlado via web com segmentações nunca vistas – o sonho de qualquer profissional de Marketing e o pesadelo de qualquer agência de meios que preze o lóbi actual.

E os players locais?

Será que MEO e ZON podem deixar as disputas redundantes de lado e pensar mais nos seus clientes, avançando com as soluções inovadoras que o mercado precisa?

O Twitter veio revolucionar a forma como muitos comunicamos. Simples, directo, minimalista e móvel.

Para incluir o twitter no vosso site ou comunidade, não faltam plugins, widgets ou até mesmo a API para os mais aventureiros.

No entanto, o problema principal subsiste: a total dependência dos servidores onde o twitter está alojado. Que, como sabem, são alvos de constantes ataques.

É aqui que entra o conceito “Open Source” de laconi.ca: um sistema de micro blogging livre. Pode ser utilizado em comunidades para estimular a troca de mensagens com 140 caracteres ou menos.

Exemplo disso é o Identi.ca, em tudo semelhante ao twitter, jaiku ou plurk .

Agora já podem criar um serviço semelhante ao twitter com custos de implementação reduzidos…

Billie tweets

30 Junho 2009

Os senhores da “9 Astronauts” decidiram fazer um tributo a Michael Jackson de uma forma muito original.

Para quem não conhece a letra de “Billy Jean”, reparem na forma como é apresentada do lado direito, aqui.

Uma outra abordagem ao API do Twitter pode ser vista no site: http://fixoutlook.org/.

Para cada adesão ao movimento contra o novo Outlook da Microsoft, o fundo vai acrescentando o perfil twitter de cada novo seguidor.

Simples, criativo e inovador.

o Twitter e o Blog

13 Maio 2009

Há muito que tinha reparado na perversidade que é o twitter.

O micro-blogging adapta-se que nem uma luva ao actual cenário de fast-(fill this space with whatever you want). Neste caso fast-information, fast-news. Deixei de ter tempo e paciência para desenvolver um raciocínio estruturado sobre qualquer tema e escrevê-lo em formato artigo, no meu blog. Este facto agrava-se se pensarmos que uma actualização no twitter, além de ser mais rápida e concisa (140 caracteres), faz-se directamente via telemóvelanytime, anywhere“.

Enquanto debato este dilema descobri uma forma brilhante de divulgar o meu blog através do Facebook. Chama-se Networked Blogs e é uma aplicação genial. Tem todos os elementos base de uma boa divulgação viral inserido na maior rede social que conhecemos hoje.

Experimentem aqui.

Fake

15 Março 2009

Aquilo que mais me surpreende nas redes sociais tem a ver com a réplica dos comportamentos desviantes reais como são os falsos perfis e a mentira.

O que potencia estes fenómenos está intimamente ligado ao sucesso da disseminação viral tão característica do Twitter, Facebook e outros meios online: o desejo de ser reconhecido e acarinhado por todos. A ânsia de ser popular. Ou de ser reconhecido como alguém que já era. Mesmo que tenha de o fingir.

A reputação online mede-se pelo número e qualidade dos contactos em carteira, entre outras métricas. Mas para  quê se dar ao trabalho de construir uma reputação própria se é mais fácil simular alguém famoso?

Ultimamente tenho tropeçado em convites suspeitos. Não é normal o Woody Allen desatar a convidar pessoas como se não houvesse amanhã, no Facebook. Não tem updates, fotos ou entradas no blogue. É obviamente falso. Mesmo assim aceitei o convite.

Da lista de amigos constam outros nomes interessantes como Javier Bardem e Scarlett Johansson. Também falsos. No meio da lista encontram-se vários agradecimentos de pessoas reais ainda ofuscadas com  possibilidade remota de ver concretizado um sonho. Ou sustentar mais uma falsidade.

No twitter então, mais fácil é. O único controle sobre o nickname escolhido é o facto de já existir ou não. E esta regra é válida para Marcas e empresas. Faz-me lembrar o cybersquatting aqui há uns anos atrás.

Mas redes sociais funcionam como um organismo vivo, auto regulado. Onde as mentiras são detectadas à velocidade da luz e as denúncias facilmente distribuidas e a verdade reposta. Quem já leu “Wisdom of Crowds” de James Surowiecki perceberá a dinâmica.

Tal como denuncio aqui, alguém irá ler e partilhar. Mas, para o futuro, evite adicionar quem não conhece. Faça como em casa e espreite antes de abrir a porta.

Ser, estar e usar

6 Junho 2008

Há quem diga que está no Twitter. Eu prefiro utilizar…